ESPECIAL MATRIX

Tudo sobre a trilogia que revolucionou o cinema.

O que é a Matrix?

 “O que é Matrix? Controle. A Matrix é um mundo de sonhos gerado por computador… feito para nos controlar… [Trecho da revelação feita por Morpheus a Neo]

Em 1999, o cinema americano produziu Matrix (The Matrix, EUA, 1999), um filme, originalmente subestimado, que arregimentou milhares de admiradores no mundo todo e logo se transformou em uma referência para outras produções cinematográficas.

Um exemplo? Bem… se ficarmos apenas no efeito bullet time, lembraremos de várias paródias, plágios e “homenagens”.

O fenômeno Matrix pode ser parcialmente compreendido se levarmos em consideração a profusão de influências e temas que aparecem, direta ou indiretamente, no roteiro e nas imagens do filme. Aí vão alguns exemplos: distopia, esperança, filosofia, 1984 de George Orwell, artes marciais, cibercultura, agentes secretos e teorias conspirativas, romance, Alice no país das maravilhas de Lewis Carroll, messianismo (crença na vinda do Salvador: Jesus, Messias, Buda, Rei Arthur), mitologia grega e céltica, Admirável mundo novo de Aldous Huxley, efeitos especiais revolucionários,  nova estética super-heroística (óculos escuros, roupas pretas de couro e sobretudos substituem, respectivamente, máscaras, uniformes colantes coloridos e capas), ficção científica, animes e assim por diante. Como não dá para falar de todas estas coisas em poucas linhas, vamos especificar: faremos uma rápida comparação entre o filme Matrix e a filosofia grega de Sócrates e Platão.

Para começar, responda rápido: se o contrário de real é irreal, então qual é o contrário de virtual?

Se está se perguntando qual é a relação desta questão com o filme e a filosofia, respondo: tudo.

O filme praticamente começa com a pergunta “o que é Matrix?”.

Alguém aí se lembra do diálogo entre Trinity e Neo? Então… ela lhe diz: “- É a pergunta que nos impulsiona, Neo. Foi a pergunta que te trouxe aqui. Você conhece a pergunta assim como eu”. E ele: “- O que é a Matrix?”.

Em seguida, a jovem conclui: “- Sim, a resposta está aí. Ela está à sua procura. E te encontrará se você desejar”.

Mas e a relação desta passagem com a filosofia? Bem, a filosofia ocidental(o pensamento crítico) surgiu na Grécia Antiga, por volta do século VI a. C., como uma alternativa ao mito (o pensamento ingênuo); ela começa através da pergunta “o que é a realidade”?. De modo geral, naquela época, os filósofos pré-socráticos deram duas explicações. A escola jônica, que se importava mais com a observação da natureza (physis) – daí o surgimento da física e da cosmologia – respondeu que o real é a physis; já a escola eleática, que se importava mais com a abstração – daí o surgimento da metafísica e da ontologia – respondeu que o real é o ser (ontos). Destas considerações, aqui expostas de modo breve e lacunar, originaram as investigações filosófico-científicas posteriores.

Chegou até aqui? Então, não boceje e continue.

Lembra da parte em que Morpheus (o deus dos sonhos e filho de Hipno, na mitologia grega) leva Neo até Oráculo e ela lhe mostra a frase “conhece-te a ti mesmo”. Isso é grego também. É de um sujeito que mudou o panorama da história da filosofia e da humanidade: Sócrates (c. 470-399 a. C.), o fundador da ética ou filosofia moral. Por causa dele, as pessoas passaram a se interessar e estudar não apenas a realidade exterior (questões sobre a natureza, os astros etc.), mas também a interior (questões relativas ao ser humano, como política, educação, organização social, comportamento).

Três máximas socráticas ilustram o modo como ele conduziu a sua existência: 1) “Conhece-te a ti mesmo”; 2) “Só sei que nada sei” e  3) “A vida sem reflexão não vale a pena ser vivida”.

E daí? (geralmente os filósofos perguntam isso). Bem, daí que, na história de Sócrates, também tem um Oráculo, o Oráculo de Delfos, que disse para ele que o homem mais sábio de todos era… ele mesmo. Todo mundo achava isso, menos o próprio Sócrates. Mais ou menos como acontece com Neo no filme. Quase todo mundo o considera o Escolhido, exceto ele próprio.

Depois, de sua visita ao Oráculo, o ateniense Sócrates passou a abordar as pessoas e a discutir com elas os mais variados assuntos, no intuito de achar alguém que fosse realmente sábio, já que ele achava que nada sabia. Nestes diálogos, sempre colocava em prática as suas máximas: “Só sei que nada sei” “Conhece-te a ti mesmo”. Isto significa que o método socrático,elenchus, pode ser dividido em duas partes: a primeira (destrutiva), com aironia; e a segunda (construtiva), com a maiêutica. Para Sócrates, a sabedoria consiste primeiro no reconhecimento da própria ignorância – este conhecimento é o passo inicial em busca da sabedoria e envolve o abandono das idéias preconcebidas. Afinal, “as aparências enganam” e não queremos ser enganados por elas, certo?… certo (menos, é claro, para os partidários do Cypher – o traidor no primeiro filme -, que podem retrucar em uníssono:“- Me engana que eu gosto!”).

Os diálogos socráticos eram inconclusivos, mas, após os mesmos, acreditava-se estar numa situação melhor do que a de outrora, uma vez que, embora não se soubesse o que era um objeto em questão, sabia-se o que ele não era.

O método maiêutico consiste em extrair idéias por meio de perguntas; a imagem é a de que as idéias já existem na mente “grávida” da pessoa, mas precisam de um “parto” para se tornarem manifestas. Este “poder da mente” é, de certo modo, sugerido no filmes em diversas ocasiões: tanto para propiciar feitos extraordinários quanto para causar a morte do “corpo real” através do virtual.

No fim, Sócrates foi injustamente condenado à morte por ter corrompido – através de idéias inéditas e contestadoras – a juventude, desrespeitar os deuses e confrontar o Estado.

O principal discípulo de Sócrates foi Platão (c. 429-347 a. C.). A passagem mais conhecida de suas obras, a alegoria da caverna (ou mito da caverna), está no livro A república. Agora um pouco de paciência e uma dica para entender o filme a partir desta perspectiva filosófica: ao ler o trecho a seguir, substitua a “caverna” pela realidade virtual de Matrix e o “fugitivo” por Neo e seus companheiros.

Morpheus segue o caminho do filósofo: Conhece a verdade e volta à caverna para instruir os demais

Platão exemplifica suas idéias sobre filosofia, política e realidade a partir da dramática alegoria da caverna sobre um grupo de prisioneiros confinados, desde o seu nascimento, no interior de uma caverna. Estão acorrentados de uma tal maneira que só conseguem olhar para frente e tudo que vêem são sombras na parede. Tais sombras são projetadas pela escassa iluminação fornecida por uma fogueira que arde atrás deles. Entre a fogueira e os prisioneiros, há uma passagem ascendente para fora da caverna e através da qual diversas pessoas entram e saem, fazendo com que os prisioneiros vejam variadas formas de sombras e ouçam o eco das vozes dos transeuntes. Em seguida, Platão afirma que um dos prisioneiros, após árdua luta, consegue se libertar das correntes e fugir. Assim, pela primeira vez, o ex-prisioneiro, pode contemplar algo além daquilo ao qual estava habituado. Mais do que meras sombras, ele vê a fogueira, os outros prisioneiros, a passagem ascendente e tudo o mais no interior da caverna. Depois, quando sai e atinge o mundo exterior, além de descobrir a existência de muitas outras coisas, é ofuscado por uma luminosidade ainda maior do que a da fogueira: a do Sol. Atordoado, ele retorna à caverna em busca de refúgio e, também, para relatar o ocorrido aos seus antigos companheiros – estes, por sua vez, não crêem na voz dissonante do fugitivo e se recusam a serem libertados para compartilhar da mesma experiência. Em contrapartida, os prisioneiros também não conseguem convencer o fugitivo de seu suposto devaneio. Assim, terminam por silenciar, hostilizar e matar o pária fugitivo.

No filme, Morpheus alerta Neo, no “programa de treinamento” (após ele se distrair com “a Mulher de Vermelho” que, num piscar de olhos, dá lugar a um “agente” letal), que qualquer um em Matrix é um agente em potencial.

Agora o restante da interpretação.

Se considerarmos a linguagem metafísica e dualista de Platão (luz/sombra, ciência/opinião, essência/aparência), podemos afirmar que os prisioneiros são a humanidade ignorante – no sentido de não saber, não conhecer. Em Matrix, eles são representados pela humanidade prisioneira das máquinas tiranas.

As correntes que os retém são os hábitos retrógrados e nocivos (os vícios, opostos da virtude) que, se não impede, ao menos dificulta o acesso ao conhecimento. Em Matrix, as correntes também são nossos pseudoprazeres, a rotina e ilusão de realidade, resultado da “simulação neurointerativa”.

Uma vez que as sombras são as únicas coisas que os prisioneiros vêem – não possuem outros referenciais – é natural que acreditem nelas como sendo a própria realidade – quando na verdade não são. Em Matrix, se você está sonhando e não percebe, como pode saber que tudo aquilo não é realidade? “- Acorde, Neo. (…) Siga o coelho branco”.

fugitivo representa o filósofo, aquele que tem acesso à luz – ao conhecimento. Em Matrix: é o que desconfia que está vivendo uma ilusão, como Neo.

O percurso até o conhecimento é ascendente e íngreme, assim como a passagem que une o interior ao exterior da caverna. Da mesma forma que a visão necessita de tempo para, de forma gradativa, assimilar as mudanças de tons claros e escuros a que são submetidos os objetos quando passamos das luzes às trevas e vice-versa; a compreensão e a aprendizagem demandam tempo, requerem um período para adaptação. Em Matrix recorde o difícil processo de readaptação pela qual Neo e todos os outros antes dele tiveram de se submeter.

A missão do filósofo (e de Neo ou de qualquer um que se livre do controle de Matrix, conforme esta interpretação) é conhecer a verdadeira realidade (sair da Matrix), regressar à caverna – lugar obscuro, pleno de crenças, aparências e superstições – (voltar à Matrix) e instruir os demais (em Matrix: libertar todos). Tarefa nada fácil, já que as idéias retrógradas são predominantes e costumam condenar, de modo prévio, todo ineditismo (em Matrix: não resista, esqueça, se submeta para não precisar ser eliminado).

Parafraseando Platão, podermos dizer que “a realidade não é o que alguns apregoam que ela é”. A realidade é virtual, é Matrix.

Em virtude da extensão do legado platônico, muitas de suas idéias não foram aqui abordadas; todavia, faz-se necessária uma pequena e lacunar menção sobre duas noções importantes: a teoria das formas ou idéias e da doutrina da reminiscência.

Para Platão, no diálogo Mênon, o início do processo de conhecimento é justificado pela doutrina da reminiscência ou anamnese, uma precursora solução inatista que sustenta a idéia segundo a qual existe um conhecimento prévio, resultante da contemplação das formas perfeitas e imutáveis pela alma imortal antes da reencarnação. Portanto, a partir deste exemplo, podemos notar que é através da teoria das formas ou idéias e da doutrina da reminiscência, que Platão defende que o conhecimento é a rememoração. Já no filme, na barganha que Cypher faz com o agente Smith, ele exige entre outras coisas, esquecer tudo, não se lembrar de nada.

Para finalizar, um pouco de heresia filosófica: o “momento aristotélico” do filme fica por conta das máquinas. Calma, eu explico.

Antes de seguir suas próprias idéias Aristóteles foi o mais importante discípulo de Platão. Sistematizador da lógica, ele valorizava extremamente o conhecimento empírico e as ciências naturais. Classificava tudo metodicamente, principalmente quando se tratava de suas investigações no campo da biologia. Se alguém aí falou “Agente Smith” e “Inteligência Artificial”, acertou.

Agente Smith sustenta que nós, seres humanos, não somos mamíferos, porque não entramos em equilíbrio com o meio ambiente

Vamos recordar. No universo do filme Matrix, por volta de 2199, a Terra fica devastada como resultado de uma guerra ocorrida entre humanos e máquinas. A humanidade não consegue vencer a Inteligência Artificial, “uma consciência singular que gerou uma raça inteira de máquinas” (segundo relato de Morpheus), bloqueando a energia solar da qual dependiam as máquinas. Ironicamente, os seres humanos derrotados tornam-se baterias de “bioeletricidade” e acabam substituindo a função do Sol, pois, através de uma “espécie de fusão”, são usados para fornecer a energia de que elas precisam.

Na cena em que Morpheus encontra-se prisioneiro do Agente Smith, este revela que, ao tentar classificar a raça humana, fez uma descoberta surpreendente: ele sustenta que nós, seres humanos, não somos mamíferos, porque não entramos em equilíbrio com o meio ambiente. Ao contrário dos mamíferos, nós nos mudamos para uma área e nos multiplicamos até consumirmos todos os recursos naturais para depois, mudar novamente para outra. Segundo o Agente Smith, o “outro organismo neste planeta que segue o mesmo padrão” é um “vírus”.

Por Heraldo Aparecido 23/5/2003

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A religião e a mitologia de Matrix

Dentre os aspectos mais empolgantes de Matrix  estão a utilização de simbolismos religiosos como embasamento para as idéias propostas na história. Os enigmáticos irmãos Wachowski, criadores e diretores da série, nunca gostaram de comentar a esse respeito. Porém, num raro chat com os fãs há alguns anos, a dupla revelou que absolutamente todas as referências foram cuidadosamente plantadas e intencionais, incluindo todos os nomes de personagens, e que todas elas têm múltiplos significados. Matrix é o resultado da soma de cada uma das idéias que já tivemos, disse Larry Wachowski.

É difícil não acreditar na afirmação depois de pesquisar um pouco sobre a mitologia existente no filme… um verdadeiro caldo de idéias filosóficas e religiosas.

 

O que é a Matrix?

Antes de se aprofundar nos simbolismos que permeiam toda a série, é preciso lembrar da resposta para a pergunta essencial do filme: O que é a Matrix?

No filme, a Matrix é um mundo dos sonhos gerado por computador, um gigantesco sistema de realidade virtual que simula o nosso mundo como é hoje e conecta toda a humanidade adormecida, mantida sem consciência de sua própria realidade. Todas as pessoas do planeta (exceto um grupo de rebeldes que habita o subsolo da Terra) foram escravizadas há uma centena de anos, depois de uma sangrenta batalha que foi vencida por máquinas dotadas de inteligência artificial. Os humanos são utilizados como fonte primordial de energia pelas máquinas, impossibilitadas de usarem a energia solar, que não penetra mais na atmosfera (ver Animatrix – O segundo renascer).

Catolicismo em Matrix

Neo, o escolhido

 As analogias de Matrix com as religiões começam fáceis. Boa parte das pessoas que viram o filme devem ter notado a presença de elementos cristãos na produção. Na mais óbvia delas, Neo (Keanu Reeves) morre, ressuscita e ascende aos céus. Jesus Cristo? Pode apostar que sim.Neo é O Messias, O escolhido, aquele da qual falam as profecias e cuja vinda é preparada por Morpheus(Lawrence Fishburne), que por sua vez cumpre o papel no filme que na Bíblia é de João Batista. O personagem, cujo nome é o mesmo do deus grego dos sonhos (mais uma simbologia inteligente), aguarda pacientemente a vinda do Messias, que poderá submeter a Matrix às suas próprias regras, reprogramando-a a partir de dentro. Em outras palavras, realizar milagres.

Morpheus preparou a vinda do Messias

 A ligação de Neo com a figura do Messias cristão é reforçada no filme de inúmeras maneiras. Aleluia! Você é meu salvador, cara. Meu Jesus Cristo particular,exclama Chad, um comprador de softwares ilegais de Neo, enquanto ainda era Thomas Anderson, um programador no mundo real. Na nave Nabucodonosor(batizada com o nome de um rei babilônico responsável pela destruição do templo de Jerusalém para colocar o povo de volta no verdadeiro caminho de Deus), a tripulação, maravilhada com os feitos de Neo, exclama com freqüência Jesus Cristo ou Cristo. É no veículo também que está gravada a inscrição MARK III nº11,referência messiânica do Evangelho de Marcos 3:11, que diz E quando os espíritos impuros o viam, se jogavam gritando: `Tu és o filho de Deus`.

Trinity – Mãe, filha e espírito santo

 Depois de Neo, o nome Trinity (em português Trindade) – que significa o conceito de Pai/Filho/Espírito Santo – sugere outro elemento católico. Todavia, tem implicações mais profundas, que derivam do significado convencional da palavra, algo justificado no primeiro diálogo da personagem com o escolhido: Você é A Trinity? Jesus… é que pensei que fosse um homem, diz surpreso Neo. A maioria dos homens pensa assim,revela a hacker, sugerindo que a utilização de seu nome não deriva da maior fé em atividade no planeta, na qual a trindade é essencialmente masculina. Mãe, filha e espírito santo? 
 

Zion, a Terra Prometida

Merecem destaque ainda o fato da primeira Matrix ter sido concebida como um lugar ideal – um paraíso – que foi rejeitado pelos humanos (a história de Adão e Eva) e os nomes Apoc (abreviação de Apocalipse), Zion (Sião, a Terra Prometida para os judeus) e, o mais interessante, Cypher (interpretado por Joe Pantoliano) – cujos atos refletem a traição de Judas na Bíblia. Cypher, que quer dizer codificador, também espelha a natureza do personagem: alguém que não pode ser decodificado/entendido.

Gnosticismo

Porém, apesar dos elementos descritos acima serem essencialmente cristãos, a analogia entre o sistema da Matrix e as crenças religiosas pouco se utiliza dessa fé. A fundamentação para o funcionamento da câmara de sonhos parece mais calcada nas filosofias gnóstica e budista, em eterno questionamento da realidade como a vemos.

O gnosticismo foi uma sistema religioso que floresceu entre os séculos II e V e tinha seus próprios rituais e escrituras, sendo a principal delas o Evangelho de Tomás. No mito gnóstico, o Deus Supremo é absolutamente perfeito, reside no paraíso, e abaixo dele estão outros seres divinos – sem gêneros distintos -, que têm o poder de gerar herdeiros, também divinos e perfeitos, quando unidos em par. Todavia, quando um deles – Sophia – decide dar à luz uma entidade sem o auxílio de outra divindade, surge Yaldabaoth – um herdeiro aberrante, imperfeito, que é jogado fora numa região separada do universo. Tal divindade solitária acaba acreditando que é o único Deus existente e decide criar anjos, a Terra e as pessoas. Tal decisão acaba privando os humanos – também criações divinas – de seu reino de direito, o paraíso, mantendo-os presos num mundo material terrível.

As referências ao gnosticismo em Matrix vão além do simples fato de que os humanos são tratados como prisioneiros em um mundo no qual não escolheram viver – e do qual precisam despertar. As próprias inteligências artificiais parecem refletir o deus aberrante criado por Sophia. Os robôs pensam e existem, mas não têm espíritos. Como Yaldabaoth, criam sua própria raça e mundo – a Matrix. É só quando Neo toma consciência da fragilidade desse mundo imperfeito e de sua condição de entidade divina que consegue quebrar as regras e passa a operar milagres, tornando-se o salvador de sua raça. Vale notar também que Thomas Anderson – o nome de batismo de Neo – significa ANDER (homem) + SON (filho), ou seja, filho do Homem; e Thomas ou Tomás é o nome do autor do Evangelho fundamental do gnosticismo.

Bullet time – habilidade divina

Alguns autores vão ainda além e atribuem parte da própria criação do efeito bullet time(aquelas seqüências congeladas baseadas nos animês e HQs, nas quais a câmera dá até uma volta 360º ao redor dos objetos em cena) ao gnosticismo. É que nos mitos dos gnósticos, as divindades mais elevadas conseguem tornar-se imóveis e silenciosas, sem qualquer medo, através de concentração e meditação. Concentre-se, Trinity, pede Morpheus à sua aliada em determinado momento do filme.

Todavia, concentração e imobilidade também são encontradas em outra filosofia religiosa cuja presença é maciça no filme – o budismo.

O budismo em Matrix

Logo depois de ser proclamado o Jesus Cristo particular de seu comprador, Neo lembra-o que aquela transação é ilegal, ao que ele responde: Isso nunca aconteceu. Você não existe. Trata-se da idéia budista da Vacuidade ou Vazio: a não-realidade do indivíduo e dos fenômenos, prenúncio precoce do que ainda está por vir.

Matrix reflete nas telas o Samsara, o ciclo budista de morte e renascimento no qual a existência é considerada uma ilusão, palco de sofrimento e a frustração engendrados pela ignorância e pelas emoções conflituosas. Através de meditação, os monges budistas têm como objetivo escapar desse ciclo, atingindo a iluminação, o estado além do sofrimento.

Também conhecida como Budeidade – estado que requer generosidade, disciplina, paciência, perseverança, concentração e o conhecimento transcendente – a busca é a meta de Morpheus para Neo. O capitão da Nabucodonosor já está desperto e optou por auxiliar outros a despertarem, ao invés de desfrutar de sua própria iluminação. No jargão budista ele representa um Bodhisattva e vê em Neo (anagrama para One – Um, único) algo mais que um semelhante… alguém que é a reencarnação do humano que no passado transcendeu o conhecimento e controlou a Matrix.

Um “iluminado” na Matrix

A idéia é reforçada em pelo menos três passagens de morte/renascimento. A primeira é a vida de Thomas Anderson. A segunda é o despertar de Neo para a vida real em seu útero mecânico na Matrix. A última é a morte de Neo nos dois mundos e seu renascimento como um novo ser, capaz de reprogramar a realidade da Matrix. O sistema de reencarnação também é sugerido na explicação do funcionamento da Matrix. Nela, os humanos mortos são liquefeitos e usados para alimentar os demais… num eterno ciclo de reaproveitamento.

Todavia, um importante ideal budista não é respeitado no filme. Trata-se da doutrina da não-violência, na qual é ensinada que nenhuma vida deve ser prejudicada. Obviamente, um filme de ação não sobreviveria em Hollywood sem tiros, armas e mortes, numa triste constatação que a iluminação ainda está bem longe de ser alcançada por nós.

Reloaded

Todas as informações acima meramente arranham os simbolismos religiosos em Matrix. Há dezenas de outras menções mitológicas/religiosas, algumas simples – como a inscrição Conhece-te a ti mesmo, do Oráculo de Delfos, na casa da Oráculo – e outras paradoxais – Zion é sugerido como o Paraíso, mas fica nas profundezas ardentes do planeta, onde seria o Inferno. O fato dos humanos terem arruinado o próprio planeta e serem responsáveis diretos pelo caos do futuro também faz pensar…

Em Matrix Reloaded, segundo filme da série, algumas das idéias até dispostas são reforçadas. Neo, por exemplo, experimenta a vida do Messias e tem até mesmo seguidores! Surgem também outras idéias, novas e ainda mais complexas, enquanto outras, que o público parecia finalmente ter entendido, caem por terra de maneira chocante. Enfim, uma análise completa das referências religiosas da saga só será possível no final do ano, com o lançamento de Matrix Revolutions.

Fonte: Omelete

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Curiosidades sobre “The Matrix”

Todos sabemos que “Matrix” tem um apelo detalhadamente filosófico e muitas coisas escondidas na sua trama. O filme, divisor de águas nos efeitos visuais do cinema, marcou gerações e fez muita gente sair com os neurônios fervendo nas aulas de filosofia. Muita ação, romance e uma trama que envolve o despertar dos homens para a situação que lembra a cartola dos momentos iniciais do livro “O Mundo de Sofia”.

Problemas à parte, “Matrix” é um filme brilhante e aqui você encontra uma série de curiosidades e ligações que vão desde a recusa de Will Smith a inserções de referências no filme a uma bizarra ligação com Kevin Bacon!

Vencedor de 4 Oscars: Melhor Montagem, Melhor Edição de Som, Melhor Mixagem de Som e Efeitos Especiais.

-Antes de ser aceito por Keanu Reeves, o papel de Neo foi oferecido a Brad Pitt, Leonardo DiCaprio e Will Smith

-Já o papel de Morpheus havia sido oferecido anteriormente a Val Kilmer, mas este abandonou o filme ao saber que teria de passar seis meses em treinamento. Foi substituído por Laurence Fishburne

-Carrie Anne-Moss atuou em uma série de TV fracassada (estreou e foi retirada em 1993) chamadaThe Matrix.

-Matrix foi o responsável por introduzir o efeito “Bullet Time”, onde a velocidade é reduzida a ponto de vermos a trajetória da bala, efeito oriundo dos videogames. Na mesma cena, a câmera dá um loop em 3D ao redor do que acontece, outra especialidade dos efeitos do filme.

-Os inconfundíveis símbolos que “caem” nas telas do computador são letras invertidas, números e em dígitos japoneses

-Neo (novo) é um anagrama de One (um) e de Eon (variante de Aeon, “eterno”).

-Coincidência ou não, Matrix, Trinity e Morpheus são tipos ou modelos de sintetizadores de música.

-O nome “Matrix” aponta diretamente para a obra inicial do cyberpunk , “Neuromancer”, de William Gibson. A Matrix é a rede de computadores onde boa parte da ação do livro se passa, além de diversas referências menores espalhadas pelo filme (os irmãos Tank e Dozer são uma versão do rasta Maelcum do livro; a garota está sempre de couro preto).

-Outra referência óbvia é a Alegoria da Caverna, um dos pontos centrais de A República, de Platão – o texto inicial do pensamento ocidental.

-Vários nomes de pessoas ou objetos possuem significado histórico. Morpheus era o deus grego do Sono e dos Sonhos. Nabucodonosor (a nave de Morpheus) foi um rei constantemente acometido por sonhos perturbadores. Já Thomas Anderson, o verdadeiro nome de Neo, significa ‘’Filho dos Homens’’, como Jesus é freqüentemente chamado

-A primeira vez em que Neo aparece, ele está de preto, dormindo, à noite, na mesma posição em que seu corpo se encontra no casulo da usina de força do mundo real. Seu computador escreve “Searching” (“procurando”), mostrando seu desconforto com a vida.

-O coelho branco tatuado em DuJour é a primeira de várias referências a Alice de Lewis Carroll. O espelho (também a imagem refletida na colher e nos óculos escuros) é outro símbolo repetido à exaustão e as pílulas de Morpheus são citações óbvias.

-Após Neo ser desplugado, ele é mergulhado na água três vezes, em referência às três vezes em que o padre molha a cabeça da criança que está sendo batizada.

-As crianças telecinéticas na sala de espera são uma referência às crianças superdotadas de Akira.

-Quando Neo encontra-se com o Oráculo, a música de fundo é I’m beginning to see the light (Estou começando a ver a luz), de Duke Ellington.

-Na sala de espera do Oráculo tem dois quadros que dizem: “Conhece a ti mesmo” e “Nada em excesso”, que eram as frases que estavam escritas no pórtico do Oráculo de Delphos (templo Grego onde as Pitonisas profetizavam).

-Trinity ressucita Neo com um beijo, como em A bela adormecida.

-Neo pula no agente Smith com as mãos primeiro, numa referência às mãos de Cristo, que ele mostra a Tomé, ante a incredulidade deste. Após tocá-las, Tomé passa a acreditar – enquanto Smith explode e só fica Neo.

-Quando Neo se apodera do agente Smith, ele o explode usando uma luz branca, numa referência a divindade.

-A última cena, quando Neo sai voando,é uma clara alusão ao Super-Homem dos quadrinhos da DC Comics (propriedade da Warner, que produziu o filme) e uma sutil ao super-homem do filósofo alemão Nietzsche.

-Essa é a mais esquisita: Reza a lenda do cinema que TODO e QUALQUER filme, ator ou atriz tem um grau de relação com o ator Kevin Bacon. Com Matrix não poderia ser diferente: A placa do carro dos agentes é 70858 – e a data de aniversário de Kevin Bacon é 8 de Julho de 1958! (o mês vem antes da data nos EUA) A lendaé verdadeira. Um site procura qualquer ligação entre os atores e Kevin Bacon. Só clicar em Oracle of Bacon.

Fonte: Cinemarcos

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(Extraído da matéria da revista “Play” nº 1)

  • O filme foi lançado na Páscoa de 1999.
  • 1999 foi o ano do Coelho, segundo o horóscopo chinês:”um ano geralmente agradável, que trará boas novas para as vidas de muitos”. 
  • O nome “Matrix” aponta diretamente para a obra inicial do cyberpunk , Neuromancer, de William Gibson. A Matrix é a rede de computadores onde boa parte da ação do livro se passa, além de diversas referências menores espalhadas pelo filme (os irmãos Tank e Dozer são uma versão do rasta Maelcum do livro; a garota está sempre de couro preto). 
  • Outra referência óbvia é a Alegoria da Caverna, um dos pontos centrais de A República, de Platão – o texto inicial do pensamento ocidental.
  • Alguns nomes de pessoas e objetos possuem referência a sonhos e ilusões, como Morpheus (deus grego do sonho) e Nabucodonosor (rei de Babilônia, atormentado por sonhos). 
  • Enquanto Trinity salta de um prédio a outro, podemos ver o anúncio GUNS na parede do edifício para onde ela pula. Na publicidade, há uma foto da mesma arma usada pelos agentes da Matrix (uma Desert Eagle, modelo militar israelense). 
  • Alguns dos prédios saltados durante o filme são parte do cenário do filme Dark City
  • Além de “trindade” e de uma referência ao carismático cowboy de Terence Hill, Trinity também batiza a primeira bomba nuclear testada em solo americano, em 16 de Julho de 1945, no Novo México. 
  • Carrie Anne-Moss atuou em uma série de TV fracassada (estreou e foi retirada em 1993) chamada The Matrix
  • Neo (novo) é um anagrama de One (um) e de Eon (variante de Aeon, “eterno”). 
  • Ainda sobre referências bíblicas, o nome Thomas significa “gêmeo” , mas o apóstolo de Cristo, Tomé, (Thomas em inglês) levava o epíteto de “o incrédulo”. Assim, Thomas Anderson (o sobrenome significa “o Filho do Homem”) poderia ser interpretado tanto como “o suspeito Filho do Homem” ou “gêmeo do Filho do Homem “, o que parece ser mais interessante. 
  • A primeira vez em que Neo aparece, ele está de preto, dormindo, à noite, na mesma posição em que seu corpo se encontra no casulo da usina de força do mundo real. Seu computador escreve “Searching” (“procurando”), mostrando seu desconforto com a vida. 
  • A música que toca ao fundo é Dissolved Girl, do cd Mezzanine, do grupo britânico Massive Attack. A letra destacada na cena canta:“Pois eu sinto como se estivesse, sinto como se já houvesse estado aqui/E você não é o meu salvador, mesmo assim, eu não vou/Parece com algo que já fiz antes, eu poderia fingir, mas ainda assim, desejaria mais.” 
  • Quando Choi e DuJour (“choix du jour”, “a escolha do dia” em francês) vêm visitar Neo, ele é saudado com as frases: “Aleluia! Você é o meu salvador, o meu Jesus Cristo pessoal! Você não existe”, que soam como presságio. E depois de Neo falar do “sentimento que faz você não ter certeza se está sonhando ou acordado”, Choi responde que acha que Neo “precisa se desplugar”. 
  • O coelho branco tatuado em DuJour é a primeira de várias referências a Alice de Lewis Carroll. O espelho (também a imagem refletida na colher e nos óculos escuros) é outro símbolo repetido à exaustão e as pílulas de Morpheus são citações óbvias. 
  • Choi paga 2000 dólares a Neo, referência ao nascimento de Cristo. 
  • O quarto de Trinity (trindade) é 303, enquanto o de Neo (o Um, o Escolhido) é 101. 
  • O nome da empresa em que Neo trabalha é Metacortex (também escrito corTECHS). 
  • A motocicleta de Trinity é uma Triumph Speed Triple. 
  • Detalhes da ficha criminal de Thomas Anderson, que podem ser vistos no interrogatório feito pelo agente Smith: A última atualização aconteceu em 22/07/1998; ele nasceu em 11/03/1972, no Centro Velho de Capitol City, seus pais chamam-se Michelle McCahey e John Anderson. Thomas estudou nas escolas Central West Junior High e Sean Patterson High. 
  • O livro I have no mouth and I must scream, de Harlan Ellison, é literalmente citado na cena do interrogatório. Ele conta a história de um mundo dominado por máquinas. 
  • O inseto (bug, em inglês) instalado em Neo é um grampo digital (bug). 
  • Switch fala para Neo: “não temos tempo para vinte perguntas” logo depois de ele ter perguntado sua vigésima dúvida. 
  • Após Neo ser desplugado, ele é mergulhado na água três vezes, em referência às três vezes em que o padre molha a cabeça da criança que está sendo batizada. 
  • Os nomes Mouse e Switch fazem referência a equipamentos para computadores, como Apoc – nome do criador do vírus Four Horsemen. Tank e Dozer são modelos de tratores para arar a terra. 
  • Cypher é uma referência tanto ao demônio propriamente dito quanto a uma de suas versões cinematográficas: Robert De Niro em Coração Satânico. A palavra cipher (cifra) em inglês, pode ser traduzida como “zero” e “sem valor”. 
  • Durante a primeira luta entre Neo e Morpheus, ouve-se duas composições de Don Davis chamadas Bow whisk orchestra e Switch or break show – ambas compostas com as letras das palavras Wachowski Brothers. 
  • Na sala de espera do Oráculo, a TV mostra coelhos brancos (que Neo deveria seguir) no filme de terror The night of the lepus, de 1972. 
  • As crianças telecinéticas na sala de espera são uma referência às crianças superdotadas de Akira
  • A sala tem dois quadros que dizem: “Conhece a ti mesmo” e “Nada demais”, ambos da filosofia grega clássica. 
  • Quando Neo encontra-se com o Oráculo, a música de fundo é I’m beginning to see the light (Estou começando a ver a luz), de Duke Ellington. 
  • O Oráculo é uma referência direta ao Oráculo de Delfos, da mitologia grega. Delfos significa “útero” em grego. 
  • Oracle é uma das maiores empresas de Tecnologia da informação do mundo. Delphic Oracle é uma empresa de videogames. 
  • Na cena da perseguição da feira, um agente atira em Neo e erra, estourando uma pilha de melancias – uma citação a Ghost in shell(que tem uma cena idêntica). 
  • A placa do carro dos agentes é 70858 – e a data de aniversário de Kevin Bacon é 8 de Julho de 1958. 
  • Novas brincadeiras com títulos de músicas: após a visita ao Oráculo, duas músicas são executadas: Exit Mr. Hat e Threat mix – anagramas de The Matrix. 
  • Matrix (Oberheim Matrix), Trinity (Korg Trinity), Morpheus (E-MU Morpheus), 303 e 101 (ambos da Roland) são modelos de sintetizadores (de fábricas diferentes). 
  • O primeiro nome de Cypher é Reagan – como o agente Smith revela na cena do jantar onde a traição é selada. Não por acaso, ele pede para voltar à Matrix como “alguém importante, talvez um ator”, além de não querer “lembrar-se de nada” (a desculpa que Ronald Reagan usou repetidamente no desenrolar do escândalo do Irã-Contras). 
  • Neo quer sair da Matrix e pede: “Senhor mago, tire-me daqui”, que não é apenas uma referência ao Mago (Wizard) de Oz. A frase é tirada na íntegra do desenho Tooter Turtle, dos anos 60. O lagarto Wizard permitia à tartaruga do título desenho ser o que quisesse (astronauta, cientista, etc.) até que este se cansava ou se metia em problemas, pedindo ao senhor Mago para tirá-lo dali. 
  • Enquanto interroga Morpheus, o agente Smith fala da criação de uma Matrix perfeita, em que o ser humano não pode se encaixar. Referência ao paraíso perdido e o pecado original. 
  • Perto da última cena do filme, Neo corre por um apartamento de uma senhora, onde há uma TV ligada. Nela vemos uma imagem de um homem de terno preto: é o personagem número 2, o policial vilão da série O Fugitivo (1967). 
  • Trinity ressucita Neo com um beijo, como em A bela adormecida
  • Neo pula no agente Smith com as mãos primeiro, numa referência às mãos de Cristo, que ele mostra a Tomé, ante a incredulidade deste. Após tocá-las, Tomé passa a acreditar – enquanto Smith explode e só fica Neo. 

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“The Matrix”  Premiere em

Los Angeles

Tradução por ISABEL

Carrie-Anne (minuto 8:05) Nem consigo dizer o quanto Keanu Reeves é fantástico, ele é um homem fantástico.
Keanu e as irmãs: Que confusão é que vocês estão fazendo aqui?! O que é que se passa aqui?
Jornalista: O quão entendido em computadores é o senhor Mr. Reeves?
Keanu: Perdão?
Jornalista: O quão entendido em computadores é o senhor Mr. Reeves?
Keanu: Não sou! Mas a minha irmã é!
Karina: O quê?
Keanu: Entendida em computadores.
Karina: Ah sim!
Jornalista: O quão mau é? 
Karina: Muito mau!
Keanu: Mau em quê? 
Jornalistas: Qual foi a pior experiência que teve até hoje com computadores?
Karina: Já alguma vez esteve perto de um?
Keanu: é…às vezes eu gostava de ter email, para eu poder enviar emails à Karina e comunicar com ela. 
 
Jornalista: (?)
Keanu: Oi Steve. Foi excelente, foi óptimo. Este filme demorou um ano e meio, e foi uma das grandes experiências da minha vida, muito intensa, acho que é um filme lindo, é algo que nunca se viu antes e eu…estou muito excitado….
Jornalista: Keanu, o que acha que é este filme é uma afirmação contra tecnologia?
Keanu: Você já viu o filme?
Jornalista: Não, não vi.
Keanu: Não, não é. Eu acho que é mais uma investigação dos humanos e da evolução.
 
Keanu: Uma das ambições de Andy e Larry Wachoswky, os diretores, era que os atores participassem na ação de uma forma que nunca tinha sido feita antes no cinema ocidental, e acho que eles foram bem sucedidos com isso. Eles não editaram, há várias sequências extraordinárias de kung fu, e ação, voar com arame. E acompanhando tudo isso houve conteúdo, conteúdo emocional, e não só o espetáculo, há na realidade uma história dentro de tudo isso.  Eles não fazem uma narrativa certinha, não é linear. Alguma vez assistiu a Bound (filme)? Eles não contam uma história linear, é uma espécie de reinvenção. 
 
…o coração da peça, o questionar, e eu adoro que seja um enigma, o que é o Matrix? O que é? E essa questão leva a uma jornada de auto conhecimento e entendimento que esperemos que alcancemos o bem.
 
Jornalista: De quantas maneiras você pode descrever este filme?
Keanu: 6 pelo menos. Ação sci fi, a história de amor, de homem…que mais? onde é que eu quero chegar? há muita comédia, há muito suspense, acho que é um thriller. Acho que é um roteiro maravilhoso, e trabalhar com Larry e Andy, os diretores…eles são artistas criativos, pessoas decentes, eles são um enorme apoio e eu espero poder chamá-los de amigos.
Jornalista: Eu sei que você passou muito tempo no set e aparentemente não houve muito o cenário azul…
Keanu: Pois não, não houve.
Jornalista: …houve muitos efeitos especiais…o que você sentiu quando finalmente viu o produto final?
Keanu: Bem, eu vou ver o produto final hoje. 
Jornalista: Ainda não viu?
Keanu: Ainda não vi. Ainda não vi…eu sei….ainda não vi.
Jornalista: O que sentiu quando viu os trailers na tv?
Keanu: Eu vi alguma coisa, ainda um pouco em bruto, eu vi mais os aspeto editado mas quando eu vi ainda faltavam cerca de 300 efeitos especiais por isso quando vir…ainda faltava a música e o som…por isso estou muito ansioso por ver. 
Jornalista: Ok, mas dê-me o enredo todo vá lá, eu preciso saber!!!
Keanu: Você viu o filme? 
Jornalista: Sim, mas eu preciso que eles fiquem a saber!
Keanu: Porque é que eu haveria de querer contar? Eu acho que é um filme fantástico, e há uma história incrível, ação, representação, a mensagem do filme, você consegue tirar muita coisa da mensagem, esperança, fé, cepticismo, fé, profecia e….e…as escolhas da vida, da verdade ou do sono.
Jornalista: E Lawrence?
Keanu: Lawrenco O Homem Fishburne, ele é formidável, um ator formidável, ele está incrível neste filme. Como ele próprio diz ele “balança”. Ele entra no set e diz vamos “balançar”, é um dos mais creativos atores com quem já trabalhei.
 
Keanu: Hugo Weaving, Lawrence, CarrieAnne Moss, que interpreta Trinity e eu, treinámos à volta de quatro meses, com Woo-Ping de Honk Kong, que fez vários filmes como Fist of Legend, Tai Chi Masters, treinámos com a equipe dele, e fizemos de tudo, alongamentos, pontapés, murros todo o treino.
…Não sei, eu estava sem emprego depois do Advogado do Diabo, e procurava algo e depois aconteceu. Espero que as pessoas se divirtam com a ação a cinematografia, que gostem das ideias que os diretores colocaram neste filme, espero que, para além do divertimento retirem algo disso.
 

  Wallpapers de “The Matrix”

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 Matrix Reloaded

O diálogo entre Neo e o Arquiteto

 Não se sinta mal se você assistiu a Matrix reloaded e saiu confuso ou sem entender bulhufas do filme.Principalmente O diálogo entre Neo e o Arquiteto :
 

O Arquiteto – Olá, Neo.

Neo – Quem é você?

O Arquiteto – Eu sou o Arquiteto. Eu criei a Matrix. Eu estava à sua espera. Você tem muitas perguntas, e embora o processo tenha alterado sua consciência, você continua irrevogavelmente humano. Assim sendo, algumas de minhas respostas você entenderá, e outras não. Em consonância, ainda que sua primeira pergunta possa ser a mais pertinente, você pode ou não se dar conta de que ela é também irrelevante.

Neo – Por que eu estou aqui?

O Arquiteto – Sua vida é a soma do saldo de uma equação desequilibrada inerente à programação da Matrix. Você é o desenlace de uma anomalia, que, a despeito de meus mais sinceros esforços, fui incapaz de eliminar daquela, caso conseguisse, seria uma harmonia de precisão matemática. Ainda que continue a ser uma tarefa árdua diligentemente evita-la, ela não é inesperada, e portanto não está além de qualquer controle. Fato este que o trouxe, inexoravelmente, aqui.

Neo – Você não respondeu à minha pergunta.

O Arquiteto – Exatamente. Interessante. Foi mais rápido do que os outros.

 *As respostas dos outros Predestinados aparecem nos monitores: Outros? Que outros? Quantos? Me responda!’*

O Arquiteto – A Matrix é mais velha do que você imagina. Eu prefiro contar a partir do surgimento de uma anomalia integral para a seguinte. Neste caso, esta é a sexta versão.

*De novo, as respostas dos outros Predestinados aparecem nos monitores: Cinco versões? Três? Mentiram pra mim também! Isso é conversa fiada.*

Neo – Só há duas explicações possíveis: Ou ninguém me disse ou ninguém sabe.

O Arquiteto – Precisamente. Como, sem dúvida, você está percebendo, a anomalia é sistêmica, criando flutuações até mesmo nas equações mais simples.

* Mais uma vez, as respostas dos outros Predestinados aparecem nos monitores: Você não pode me controlar! Vai se f*&%#! Eu vou te matar! Você não pode me obrigar a fazer nada!*

Neo – Escolha. O problema é a escolha.

*A cena corta para Trinity lutando com um agente e volta para a sala do Arquiteto.*

O Arquiteto – A primeira Matrix que eu projetei era evidentemente perfeita, uma obra de arte, impecável, sublime. Um triunfo equiparado apenas ao seu fracasso monumental. A inevitabilidade de sua ruína é tão evidente para mim agora quanto é uma conseqüência da imperfeição inerente a todo ser humano. Assim sendo, eu a redesenhei com base na história de vocês para refletir com maior precisão as variações grotescas de sua natureza. Todavia, mais uma vez, eu fui frustrado pelo fracasso. Desde então, compreendi que a resposta me escapava, porque ela necessitava de uma mente inferior, ou talvez uma mente menos afeita aos parâmetros da perfeição. Portanto, a resposta foi encontrada, por acaso, por outrem, um programa intuitivo, inicialmente criado para investigar certos aspectos da psique humana. Se eu sou o pai da Matrix, ela sem dúvida seria a mãe.

Neo – A Oráculo!

O Arquiteto – Oh, por favor… Como eu dizia, ela se deparou por acaso com uma solução por meio da qual quase 99,9% de todas as cobaias aceitavam o programa, contanto que lhes fosse dada uma escolha, mesmo que só estivessem cientes dela em um nível quase inconsciente. Embora esta resposta funcionasse, ela era óbvia e fundamentalmente defeituosa, criando, assim, a anomalia sistêmica contraditória, a qual, sem vigilância, poderia ameaçar o próprio sistema. Por conseguinte, aqueles que recusavam o programa, ainda que uma minoria, se não vigiados, constituiriam uma probabilidade crescente de catástrofe.

Neo – Isso tem a ver com Zion.

O Arquiteto – Você está aqui, porque Zion está prestes a ser destruída. Cada um de seus habitantes será exterminado, sua inteira existência erradicada.

Neo – Papo furado!

* De novo, as respostas dos outros Neos aparecem nos monitores: Papo furado!*

O Arquiteto – A negação é a mais previsível de todas as reações humanas. Todavia, não tenha dúvida, esta será a sexta vez que a destruiremos, e estamos nos tornando extremamente eficientes nesta tarefa.

*A cena corta para Trinity lutando com um agente e volta para a sala do Arquiteto.*

O Arquiteto – A função do Predestinado agora é retornar à fonte, permitindo uma temporária disseminação do código que você carrega, reinserindo o programa principal. Em seguida, você receberá a incumbência de escolher 23 indivíduos – 16 mulheres e 7 homens – da Matrix a fim de reconstruir Zion. Em caso de discordância deste processo, o resultado será um crash de sistema cataclísmico, matando todos aqueles conectados com a Matrix, o que, somado ao extermínio de Zion, em última análise, acarretará a extinção da raça humana.

Neo – Você não deixará isso acontecer. Não pode. Vocês precisam dos seres humanos para sobreviver.

O Arquiteto – Há níveis de sobrevivência que estamos preparados para aceitar. Todavia, a questão relevante é se você está ou não apto para aceitar a responsabilidade pela morte de todos os seres humanos deste mundo.

*O Arquiteto pressiona um botão na caneta que segura e aparecem, nos monitores, imagens de pessoas de toda a Matrix.*

O Arquiteto – É interessante ler suas reações. Seus cinco predecessores eram, por conta de seu projeto, baseados em uma mesma premissa, uma afirmação contingente responsável por criar um profundo vínculo com o resto de sua espécie, facilitando a função do Predestinado. Enquanto os outros experimentaram isto de maneira genérica, sua experiência é bem mais especial. Vis-à-vis, amor.

*Imagens da Trinity lutando com o agente que apareceu no sonho de Neo tomam os monitores*

Neo – Trinity.

O Arquiteto – A propósito, ela entrou na Matrix para salvar sua vida ao custo da própria.

Neo – Não!

O Arquiteto – O que nos traz finalmente ao momento da verdade, em que a falha fundamental é definitivamente expressa e a anomalia revela ser tanto o começo quanto o fim. Há duas portas. A à sua direita leva para a fonte e a salvação de Zion. A à sua esquerda leva para a Matrix, para ela [Trinity] e o fim de sua espécie. Como você com muita propriedade manifestou, o problema é a escolha. No entanto, nós já sabemos o que você fará, não é mesmo? Já posso ver a reação em cadeia, os precursores químicos que sinalizam o raiar da emoção, projetados especificamente para sobrepujar a lógica e a razão. Uma emoção que já o cega para a verdade simples e óbvia: ela vai morrer e não há nada que você possa fazer para impedir.

 *Neo caminha em direção à porta da esquerda.*
O Arquiteto – Humff. Esperança. Eis a quintessência do delírio humano, ao mesmo tempo fonte de sua maior força e de sua maior fraqueza.Neo – No seu lugar, eu torceria para que nós não nos encontremos de novo.

O Arquiteto – Nós não nos encontraremos.

Fim do diálogo.

 

Ele é bem rebuscado e você pode se perder entre os diálogos no filme.O blogueiro Alexandre “O Jovem Nerd” Ottoni, após muitas discussões com os amigos e leituras atentas da transcrição do diálogo, propos uma análise, não da filosofia, mas do que representam estas revelações para a trama da saga de Matrix. Ressalto que esse arrazoado é apenas uma possibilidade e se baseia em opiniões própria do blogueiro sobre o filme. Deve-se admitir a eventualidade de que, em Matrix revolutions, algumas destas informações venham a ser desmentidas ou que outras verdades sejam acrescentadas ao enredo.

 

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 Matrix Reloaded

 Entenda melhor o filme

 Ficou meditando sobre o que o Arquiteto falou para o Neo em Matrix Reloaded? Não precisa esquentar mais a cabeça,vamos a uma analise explicativa da história:

O Arquiteto é humano?

Parece uma pergunta idiota, mas, ao contrário do que foi publicado em uma coluna na Folha de São Paulo, o Arquiteto não é humano. A meu ver, isso fica claro quando ele define Neo como um humano e diz ao escolhido que redesenhou a Matrix “com base na história de vocês para refletir com maior precisão as variações grotescas de sua natureza”.

 Neste momento, ele se coloca fora do grupo que define como “a humanidade”. Quem é o Arquiteto? Certamente, aos olhos da Matrix, ele é Deus, o pai, o criador. No entanto, em relação ao mundo real, pode não passar uma consciência digital, criada para governar o universo virtual.Então, o Neo também é um programa?

Não. Algumas pessoas chegaram a levantar esta hipótese, mas ela não me parece muito factível. O Arquiteto diz no início da conversa: “Você tem muitas perguntas, e embora o processo tenha alterado sua consciência, você continua irrevogavelmente humano”.

Ao dizer que o processo alterou sua consciência, ele se refere à ‘iluminação’ de Neo, quando ele descobriu seus poderes e a maneira de enxergar a Matrix, mas sem deixar de ser um humano.

Isso, todavia, não é só. Neo é especial? Sim.

“Sua vida é a soma do saldo de uma equação desequilibrada inerente à programação da Matrix. Você é o desenlace de uma anomalia, que, a despeito de meus mais sinceros esforços, fui incapaz de eliminar daquela, caso eu fosse capaz, seria uma harmonia de precisão matemática”.

 Esta afirmação confundiu muita gente. Ao se referir a Neo como um erro no sistema, algo na sua programação que tomou consciência e lhe arrumou problema, o Arquiteto sugere que ele seria um programa. Não me parece o caso. O Arquiteto, que é o programa criador, descreveu Neo como o vê. Seu universo se limita ao sistema da Matrix e, para ele, Neo é uma força consciente da humanidade, trata-se de um bug, algo que nem ele consegue decifrar ou apagar. Uma anomalia. Complicado? Calma que mais tarde eu volto a essa questão.

Quem é a Oráculo?

 O Arquiteto afirma (assim como o Agente Smith no primeiro filme) que uma primeira versão da Matrix representava um mundo perfeito, mas que não funcionou.

“Um triunfo equiparado apenas ao seu fracasso monumental. A inevitabilidade de sua ruína é tão evidente para mim agora quanto é uma conseqüência da imperfeição inerente a todo ser humano”.

Então, criou outra Matrix, baseada na história da humanidade, mas esta também foi um desastre. Daí, concluiu que não estava entendendo como fazer o sistema funcionar com os seres humanos. Levando-se em consideração o que Smith diz no primeiro filme, podemos crer que, em certo ponto, as pessoas conectadas rejeitavam o mundo virtual e começavam a despertar.

O Arquiteto justifica sua frustração: “[Eu] compreendi que a resposta me escapava, porque ela necessitava de uma mente inferior, ou talvez uma mente menos afeita aos parâmetros da perfeição”.

Então, um programa intuitivo inicialmente criado para investigar aspectos da mente humana, encontrou por acaso a resposta. A solução encontrada funcionou para quase todas das pessoas e projetou a Matrix como ela é hoje, um sistema de controle quase perfeito.

Este tal programa intuitivo, nós conhecemos como Oráculo.

Como assim, esta é a sexta versão da Matrix?!

Na verdade, existiram outras, mas a Matrix Utópica e a primeira versão dela, baseada na história humana não contam pelo que o Arquiteto diz: “A Matrix é mais velha do que você imagina. Eu prefiro contar a partir do surgimento de uma anomalia integral para a seguinte. Neste caso, esta é a sexta versão”.

Ou seja, ele só conta a partir da primeira Matrix que realmente funcionou, que, por conseqüência, trouxe o surgimento da anomalia Neo. Há houve seis. Isso sugere que assim como houve cinco Matrixes anteriores, também houve cinco Neos. Reparem que os Neos nas televisões na parede algumas vezes têm reações diversas à conversa. Talvez sejam as versões anteriores, no momento equivalente, reforçando a idéia de um ciclo.

Morpheus discursa em Zion que os humanos estão há 100 anos em guerra incessante com as máquinas. Podemos supor, então, que há 100 anos, o ciclo recomeçou, na forma da sexta versão da Matrix. Fazendo uma projeção rudimentar, podemos imaginar que a humanidade está há 600 anos ou mais presa em um ciclo de destruição e renascimento.

Então, Zion sempre é destruída e reconstruída? Por quê?

Sim. O Arquiteto ressalta que quando tentava controlar totalmente a humanidade, fracassava. Então, apenas depois que lhe deu o livre arbítrio, a Matrix serviu seu propósito.

“Como eu dizia, ela [Oráculo] se deparou por acaso com uma solução por meio da qual quase 99,9% de todas as cobaias aceitavam o programa, contanto que lhes fosse dada uma escolha, mesmo que só estivessem cientes dela em um nível quase inconsciente. Embora esta resposta funcionasse, ela era óbvia e fundamentalmente defeituosa, criando, assim, a anomalia sistêmica contraditória, a qual, sem vigilância, poderia ameaçar o próprio sistema. Por conseguinte, aqueles que recusavam o programa, ainda que uma minoria, se não vigiados, constituiriam uma probabilidade crescente de catástrofe”.

Para que a humanidade fosse enganada pelo sistema, era necessário que lhe fosse dada a liberdade de escolha, ainda que esta fosse a de lutar contra o próprio sistema (em outro exemplo: assim como Deus deu a liberdade ao Homem de até duvidar Dele.).

Como o Arquiteto disse anteriormente, essa era ao mesmo tempo a solução e a falha fundamental do sistema. A única maneira de combater esta falha era controlar o quanto fosse possível a crescente descrença no sistema, e quando ela representasse perigo (com o surgimento de Neo), destruir tudo e começar do zero.

Ou seja, quando a Matrix está mais infectada com esses vírus, é hora de formatar o HD e instalar tudo de novo.

E quanto à escolha de Neo entre as duas portas?

 Segundo o Arquiteto, ele não consegue destruir Neo. E mesmo se pudesse não o faria, pois a existência dele é necessária para que o sistema funcione. A única maneira que encontrou de derrotá-lo foi confrontá-lo com um dilema que, ao mesmo tempo, era um grande risco à sua própria existência.

Sempre que Neo corria para o Mainframe a fim de derrotar a Matrix naquele momento único, se deparava com o Arquiteto e com a escolha em questão. A armadilha era essa: Zion não tem escapatória. Vai ser destruída de qualquer maneira, assim como foi cinco vezes antes. O propósito do Predestinado seria o de entrar na fonte e temporariamente disseminar o código que ele carrega, com todas as suas experiências, a fim de alimentar a Matrix e prepará-la para sua próxima versão. Neste momento ele seria obrigado a escolher 23 indivíduos, 16 mulheres e 7 homens para serem “desplugados” da Matrix e reconstruir Zion. Se não cumprisse isso, resultaria em uma falha catastrófica de sistema que mataria todos os plugados na Matrix, e como Zion vai ser destruída, resultaria na extinção completa da raça humana.

Uma bela chantagem.

Eis a armadilha. Ou Neo concordava em reiniciar o ciclo ou adeus à humanidade. Neo ainda tenta confrontá-lo com a verdade de que as máquinas precisam dos humanos para sobreviver, mas o Arquiteto não se abala dizendo: “Há níveis de sobrevivência que estamos preparados para aceitar”. Isso o deixa mais uma vez sem escolha.

Quer confirmar isso com o primeiro filme? Lembra quando Morpheus disse a Neo que existia alguém que podia remodelar a Matrix como quisesse? Que foi quem libertou o primeiro deles? Que seu retorno poria um fim à Matrix? O Arquiteto confirma esta verdade: “O que nos traz finalmente ao momento da verdade, em que a falha fundamental é definitivamente expressa e a anomalia revela ser tanto o começo quanto o fim”.

A Matrix começa e termina com Neo.

A profecia é uma mentira? Neo não é escolhido? A Oráculo é um inimigo?

É precipitado afirmar essas coisas. Sem dúvida, o propósito inicial da Oráculo foi o de criar um sistema de controle eficiente para escravizar a humanidade. E apesar da profecia ter sido colocada em dúvida, já que todo o caminho de Neo é manipulado para que ele aja como o início e fim da Matrix, não vamos esquecer de que a Oráculo diz que ele a fez uma crente. E que, desta vez, Neo sente algo que seus predecessores não sentiram: Amor.

É possível que a Oráculo realmente tenha desenvolvido uma conexão forte com a humanidade. Afinal, ela foi o único programa que entendeu a mente humana. Apesar de ter terminado como uma personagem dúbia, acredito que ainda esteja do nosso lado.

E embora pareça que a profecia não passa de uma maneira de enganar Neo, quando analisada por outro ângulo, pode ser uma maneira de encorajá-lo a enfrentar seu destino. Afinal, cabe a ele tomar a última decisão: recomeçar o ciclo ou rompê-lo. É o que ele faz no fim do filme ao escolher salvar Trinity.

Ao romper o ciclo, Neo não condenou a humanidade à extinção?

Pelas regras estabelecidas pelo Arquiteto, sim, pois, ao escolher Trinity, deixou de ir à fonte da Matrix e escolher os 23 indivíduos para recomeçar a reconstrução. Lembre-se de que, se isso não fosse feito, a Matrix estava programada para falhar e matar todos os plugados. E, como Zion está prestes a ser erradicada, parece que é o fim mesmo.

As respostas para este confuso e ao mesmo tempo brilhante estratagema só teremos no terceiro filme Matrix revolutions. Como a humanidade vai se safar dessa? Qual é a participação do Agente Smith encarnado? Por que Neo apresentou poderes no mundo real?

Por Alexandre “O Jovem Nerd” Ottoni
27/5/2003

 

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Curiosidades sobre Matrix Reloaded

Atores Cotados

Os atores Jet LiJean RenoBenjamin BrattMichelle YeohFrancoise YipSamantha Mumba e Ray Park chegaram a estar cotados para atuar nas sequências de Matrix.O ator Jet Li não participou das sequências de Matrix porque pediu US$ 13 milhões de cachê. O produtor Joel Silverofereceu US$ 3 milhões.Inicialmente, seria a atriz e cantora Aaliyah quem interpretaria a personagem Zee, até seu falecimento em um acidente aéreo em 25 de agosto de 2001.

Altamente Aguardado

Matrix Reloaded foi rodado simultaneamente a Matrix Revolutions, com os filmes sendo lançados nos cinemas americanos com a diferença de seis meses entre eles. Os filmes levaram quatro anos para serem concluídos, entre pré-produção, filmagens e pós-produção.

A demora na conclusão das sequências ocorreu principalmente devido a falência de algumas empresas de efeitos especiais que haviam sido contratadas e estavam cuidando de ambos os filmes.

As filmagens duraram mais de 200 dias.

 

Produção Milionária

Para participar das sequências de Matrix o ator Keanu Reeves recebeu US$ 30 milhões e mais 15% da arrecadação de ambos os filmes nos cinemas.Uma sequência de luta de 17 minutos custou cerca de US$ 40 milhões aos produtores.

Profissão Perigosa

A atriz Carrie-Anne Moss torceu o joelho durante os treinamentos realizados antes do início das filmagens das sequências.

Keanu Reeves fraturou o pé esquerdo durante os treinamentos.

Fonte: Adorocinema

Wallpapers de Matrix Reloaded

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Matrix Revolutions

(Último filme da saga)

O general chinês Sun-Tzu, em A arte da guerra, escreveu que o elemento surpresa é fator decisivo para o sucesso de um ataque.

Em 1999, Matrix, dos até então desconhecidos Andy & Larry Wachowski, tinha surpresa de sobra quando entrou em cartaz e começou a colecionar elogios rasgados das críticas e público.

Quatro anos depois, as ultra-alardeadas seqüências do filme foram alvo da implacável curiosidade dos fãs. Sem a surpresa, já estrearam desfalcadas da aura de mistério do original. A superexposição colaborou também para o desapontamento geral dos espectadores, que esperavam as mesmas emoções que sentiram em 99.

Numa mistura de verborragia filosófica e kung-fu,Matrix reloaded não correspondeu às altíssimas expectativas dos fãs. Mesmo assim, foi debatido exaustivamente. Tal caminho provavelmente também será seguido por Matrix revolutions. Pior… o capítulo final sofre de um mal ainda maior, pois tem dois predecessores para ser comparado.

Trata-se de um destino inglório para um filme que fecha com competência acadêmica a saga de Neo, Trinity e Morpheus. Note que a competência aqui citada tem dois sentidos. O primeiro é bom, já que a aventura amarra as pontas soltas, garante duas horas de entretenimento e ainda deixa ampla margem para discussões (há uma nova personagem que deve deixar os fãs loucos de vontade de entendê-la melhor, a menininha Sati). O outro, ruim, é a falta de inovação, como num trabalho apressado de principiantes no qual qualquer tipo de experimentação é deixado de lado para privilegiar soluções convencionais, já vistas e revistas no cinema.

Porém, se a conclusão é calcada na obviedade, é nas cenas isoladas que Revolutions se sustenta e desequilibra a balança. O combate final entre Neo(Keanu Reeves) e Smith 

(Hugo Weaving, perfeito) – uma briga de rua entre Super-Homens – é grandioso, o ataque das máquinas à Zion é empolgante e a visita à cidade de 01, a capital das máquinas, bastante satisfatória para quem conferiu “O segundo renascer”, episódio da série Animatrix. Também é digno de nota o tratamento dado pelos escritores às mulheres no filme. Trinity nunca esteve tão decidida e durona, Niobe (Jada Pinkett Smith) chega a eclipsar Morpheus e até Zee(Nona Gaye) aparece para salvar o dia. As mulheres de Matrix não levam desaforos pra casa e nunca perdem a feminilidade.

A história de Revolutions começa exatamente do ponto em que pararam Reloaded e Enter the Matrix, o videogame da saga. Neo está em coma, depois de destruir sentinelas no mundo real com sua mente. As defesas de Zion preparam-se para enfrentar a maior batalha de sua história, enquanto centenas de milhares de robôs avançam rapidamente em direção à cidade.Trinity (Carrie-Anne Moss) e Morpheus (Laurence Fishburne) decidem entrar pela última vez na Matrix para encontrar a Oráculo (Mary Alice) e tentar salvar o predestinado. Auxiliados por Seraph, descobrem que o Merovingio (Lambert Wilson) pode estar por trás do estado de Neo. A batalha é iminente nos dois fronts, o mundo real e a realidade simulada, e mesmo o vencedor pode perder tudo, já que o vírus Smith atingiu proporções alarmantes e só tem um desejo em mente: o fim de todas as formas de existência.

Correspondendo às expectativas ou não, é impossível deixar de admirar o fato de que um blockbuster hollywoodiano, de enorme sucesso comercial, pela terceira vez fará com que os fãs pensem e discutam a história durante anos, buscando referências filosóficas, teológicas e literárias. O debate é positivo e o resultado é engrandecedor. E isso, ninguém tira de Matrix. Seja ele o original, Reloaded ou Revolutions.

Fonte: Omelete


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Matrix Revolutions

E então? A revolução ocorreu ou não?

A pergunta acima foi formulada antes de eu assistir ao filme, e chegando da sessão, confesso que não posso responder a ela. Não neste exato momento, ao menos. Há tanto o que pensar, tanto o que refletir. Pelo menos Revolutions continua a fama da série de fazer as pessoas saírem dos cinemas pensando. As que, claro, conseguem enxergar além dos efeitos especiais animalescos, que estão ainda melhores do que em Matrix Reloaded, e das cenas de ação, que são em menor número do que no “capítulo” anterior da série, porém em proporções bem maiores.

Revolutions é um filme incrivelmente completo, ao mesmo tempo que assume total simplicidade. Para quem conhece a história de Reloaded, e soube identificar seus principais pontos (não estarei entrando nesses detalhes aqui), Revolutions é fácil de entender. A verdade é que toda e qualquer complexidade assumida pelo capítulo anterior foi jogada água abaixo. Não há em Revolutions teorias para se discutir por dias a fio. Os irmãos diretores deixaram o maior tempo bem claro quem é quem e o que acontece dentro do filme. Não que seja possível sair de uma primeira sessão do filme sem perguntas na cabeça, mas de certa forma Revolutions é uma antítese de Reloaded neste quesito. E isso é bom ou é ruim?

Os dois! Bom pois o filme conseguiu resolver pelo menos boa parte das questões apresentadas antes, mesmo que muitas delas fiquem em aberto ou simplesmente esquecidas ao final de Revolutions (sem entrar em detalhes, o que aconteceu com todos os tão perigosos e imortais agentes apresentados em Matrix 1, ao final de tudo?, só para citar um exemplo). Mas é principalmente ruim! Com tais simplificações, Revolutions acaba sendo pouco mais do que um filme de ação comum, bem contra o mal, lotado de situações clichês e sem o tom grandioso (exceto pelo seu final) que todos os fãs gostariam que o filme tivesse. A escolha de tornar o terceiro filme acima de tudo um filme de ação acaba, então, fazendo com que a série Matrix não possa ser comparada a outras séries que serão imortalizadas pelo cinema, como Star Wars e O Senhor dos Anéis, por não manter a regularidade esperada depois de Matrix 1.

Revolutions é, finalizando, um passo abaixo em termos de história, em relação a Matrix 1, mesmo que eu tenha saído satisfeito (embora não sorridente) com as resoluções tomadas para o final da série, ainda que parte delas sejam bem questionáveis em termos de bom gosto (mesmo se vistas com a cabeça muito aberta). Só que como toda moeda tem dois lados, digo que Revolutions é um passo acima de Reloaded – e esse passo faz o filme QUASE alcançar o nível de Matrix 1 – em termos de diversão e satisfação final. O que não o faz alcançar os níveis de Matrix 1 é justamente sua história não incrivelmente excitante (não há nada de realmente novo no mundo de Matrix neste capítulo que não tenha sido apresentado antes).

Há também alguns pontos risíveis em Revolutions, que seguem a linha de Reloaded. Alguns diálogos muito ruins, coadjuvantes que parecem sair de um filme pornô (veja a luta na entrada do clube, por exemplo) e alguns momentos beeeeeeem lentos fazem do filme uma verdadeira chateação em alguns momentos. É daqueles momentos que, no futuro, quando o filme for visto em casa, você vai dar fast forward no seu controle remoto. Mas não é motivo para preocupação, mesmo filmes que considero “perfeitos” (não literalmente, óbvio, visto que isso é humanamente impossível), possuem tais momentos. As Duas Torres é um exemplo disso.

Tecnicamente Matrix Revolutions segue uma linha mais “dark” em relação a Reloaded, é um filme muito mais escuro em sua fotografia (com exceção de dois lindos momentos) e sangrento. Mais barulhento também, a batalha em Zion é épica, possui momentos de babar em meio a momentos fracos, que abusam da inteligência do espectador. Os diretores conseguem, pelo menos, deixar um clima bem tenso, criando uma fase de preparação, assim como aconteceu na batalha do Abismo de Helm em As Duas Torres. No final, até que é possível se importar – um pouquinho – com os personagens dentro da batalha.

Os efeitos especiais estão ainda melhores que em Reloaded. Se este filme levar o Oscar na categoria (assim como Matrix 1 levou no ano em que concorreu), não creio que seja uma injustiça, mesmo antes de assistir seu provável concorrente, O Retorno do Rei. A comentada batalha final, que relembra os filmes de Superman onde o herói combate Lex Luthor nos céus, é simplesmente perfeita, excitante, e com uma resolução escrita no capricho pelos Wachowski (e um dos poucos momentos que pode confundir o espectador, em termos de enredo). Momento babante do ano até o momento!

 
 

Quando escrevi sobre Reloaded, comentei a óbvia inspiração da equipe de arte em filmes como Star Wars, por exemplo. Aqui a inspiração fica ainda mais evidente, e em outros filmes também, como Alien, de Ridley Scott. Tudo, claro, perfeitamente desenhado, elaborado, em um trabalho técnico maravilhoso, mistura de computação com outras técnicas manuais de poucos precedentes no mundo do cinema. A trilha sonora do filme é, assim como tudo até aqui (e sei que isso deve estar repetitivo), cheia de altos e baixos. Músicas épicas para momentos épicos (a música dos créditos finais desta vez tem um estilo diferente, e é linda), e também muito lixo auditivo em meio de tantas cenas de ação, seguindo o gosto dos diretores.

Então é isso! Depois de quatro anos a série Matrix apareceu, passou e deixou algumas marcas. Muitas negativas, que justificam a opinião de algumas pessoas de que “as sequências não deveriam ter existido”, mas o saldo geral é muito positivo. Sem dúvida, foram filmes divertidíssimos, com alguns personagens incríveis (Smith acaba sendo o meu favorito de toda a série, mesmo aparecendo pouco em Revolutions) e efeitos que fizeram – e farão – outros diretores terem inspiração por anos. Foi como uma grande volta numa montanha-russa. Poderia ter sido um pouco mais alta, com curvas mais fechadas e descidas mais emocionantes, mas que foi uma ótima volta na montanha-russa, isso foi. 

Por Alexandre Koball, em 06/11/2003

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Curiosidades sobre Matrix Revolutions

 Matrix Revolutions foi rodado simultaneamente a Matrix Reloaded, com os filmes sendo lançados nos cinemas americanos com a diferença de 6 meses entre eles. Ambos os filmes levaram 4 anos para serem concluídos, entre pré-produção, filmagens e pós-produção.

– A demora na conclusão das sequências de Matrix ocorreu principalmente devido a falência de algumas empresas de efeitos especiais que haviam sido contratadas e estavam cuidando de ambos os filmes.

– As filmagens das sequências de Matrix duraram mais de 200 dias.

– Os atores Jet Li, Jean Reno, Benjamin Bratt, Michelle Yeoh, Françoise Yip, Samantha Mumba e Ray Park chegaram a estar cotados para atuar nas sequências de Matrix.

– O ator Jet Li apenas não participou das sequências de Matrix porque pediu US$ 13 milhões de cachê, enquanto que o produtor Joel Silver lhe oferecera US$ 3 milhões.

– Inicialmente seria a atriz e cantora Aaliyah quem interpretaria a personagem Zee, até seu falecimento em um acidente aéreo em 25 de agosto de 2001.

– A atriz Gloria Foster faleceu em meio às filmagens das sequências de Matrix. Ela já havia rodada a maior parte de suas cenas em Matrix Reloaded, mas não havia ainda rodado cena alguma de Matrix Revolutions. Para substituí-la os produtores contrataram a atriz Mary Alice, que também dublou a personagem para o jogo “Enter the Matrix”, sendo também necessário modificar o roteiro para justificar a troca de corpo da personagem Oráculo.

– Para participar das sequências de Matrix o ator Keanu Reeves recebeu US$ 30 milhões mais 15% da arrecadação de ambos os filmes nos cinemas.

– A atriz Carrie-Anne Moss torceu o joelho durante os treinamentos realizados antes do início das filmagens das sequências de Matrix. Além disso o ator Keanu Reeves fraturou o pé esquerdo, também nestes treinamentos.

– Matrix Revolutions estreou mundialmente em 5 de novembro de 2003, com uma sessão ocorrendo simultaneamente em 65 países diferentes. No Brasil esta sessão ocorreu ao meio-dia.

– O orçamento de Matrix Revolutions foi de US$ 110 milhões.

– Foi o 9º filme mais visto em 2003 no Brasil, tendo levado 2.882.262 pessoas aos cinemas.

Fonte: Adorocinema

Wallpapers de Matrix Revolutions

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Making of de Matrix [part 1]

 
Tradução por ISABEL

 Este é um filme que acontece noutro lugar noutro tempo com efeitos especiais incríveis.

 
O Matrix é um filme sci fi, mas é também um filme de ação e aventura. Vemos coisas que são fantásticas…e pensamos “espera um pouco, isso aí é impossível”.
 
Laurence Fishburne: Quando me explicaram o género de filme que queria fazer, eu fiquei muito entusiasmado, porque ninguém tinha feito um filme como este antes.
 
Keanu:  Sintetizar, evolução, construir, dar vida cartoon, vendê-lo a uma máquina
 
Laurence Fishburne: O filme acontece num futuro distante, numa era em que os computadores governam o mundo.
 
Hugo Weaving: Temos um mundo de pessoas que acham que são reais, mas na realidade não o são, elas vivem num programa de computador, e há uma quantidade enorme de outras pessoas que os estão tentando libertar dos seus cativeiros.
 
Joe Pantoliano: É sobre a ideia que nós tomamos tudo como garantido
 
Carrie Anne: E há outras alturas em que parece que é sobre amor, esperança e crença.
 
Robots versus kung fu.
 
Keanu: E alguma ação bem louca.
 
Fazendo “Matrix”
 
Laurence Fisburne: Sydney é uma bela cidade, deixem que vos conte, nunca vi nada assim.
 
Joe Pantoliano: Que ator desempregado não desejaria vir 5 meses para a Austrália?
 
Barrie M. Osborne: Filmando em Sydney é na realidade um prazer. Estamos numa cidade que tem muito para oferecer e temos uma equipe muito professional.
 
Joel Silver: Estamos aqui em Sydney, nem belissímo e novo set, estamos estreando tudo isso é o primeiro filme aqui filmado, e construímos esses sets, as pinturas nas paredes…literalmente a tinta ainda não tinha secado quando chegámos era “não toquem nas paredes, estão molhadas”.
 
Keanu: Fica bem se eu…como que…andar para a frente?
 
É sempre muito dificil perguntar a alguém de onde é que você tirou as suas ideias…ninguém sabe realmente, apenas acontece simplesmente.
 
Andy e Larry Wachowski: Palavras engraçadas…um conceito para um livro de bd. Gostamos de filmes de kung fu, de animação japonesa, filmes alemães, livros de sci fi que exploram a natureza da realidade.
 
Morpheus: Você tem vivido num mundo de sonho Neo. Este é o mundo como ele existe hoje.
 
O que é tão fantástico nessa ideia, é que é uma ótima forma de criar o sentido de alienação, desconexão, um mundo alternativo, que vão sendo captados neste momentos de quasi sonhos, qausi estados conscientes.
 
Keanu: Vocês querem que eu faça assim?!
 
Andy e Larry Wachowski: Esse é The One, esse é o olhar.
 
Eu conheci Andy e Larry pela primeira vez quando li Assassins, era um roteiro excelente, era um material muito escuro, negro, no limite e eu fiquei realmente impressionado com o estilo deles. Eles me mostraram um cartoon japonês e disseram nós queremos isso na realidade. E isso foi uma ideia incrível que eles tiveram, ver-se a animação tornar-se viva e acreditem foi basicamente isso que aconteceu.
 
Agent Smith: Estamos de olho no senhor há já algum tempo Mr. Anderson. Numa vida o senhor é Thomas A. Anderson, um programador numa  respeitada firma de software, a outra vida é vivida nos computadores em que dá pelo nome de hacker Neo e virtualmente culpado de todos os crimes informáticos existentes na lei. 
 
Keanu: Eu interpreto um homem chamado Thomas  Anderson que procura um homem chamado Morpheus que é interpretado pelo Laurence Fisburne. Eu busco a resposta a uma pergunta, a pergunta é o que é o MATRIX? O meu personagem acha que a resposta a esta pergunta trará de alguma forma sentido à sua vida.
 
Morpheus: Finalmente!
 
Laurence Fisburne: O meu personagem é Morpheus, e Morpheus vive no mundo real, e ele é o líder de um grupo de pessoas que procuram The One. 
 
Morpheus: Você sentiu isso a sua vida inteira. Que há qualquer coisa de errado com o mundo, mas não sabe exatamente o quê, mas está lá…como uma lasca presa na sua mente.
 
Neo é…um missionário temido…ele é…há algo a recear das pessoas que têm/sabem a verdade, elas agem cegamente…
 
Morpheus: Esta é a sua última hipótese, depois disto não há volta a dar. Se tomar o comprimido azul a história termina, acorda na sua cama e acredita no que quiser acreditar. Se tomar o comprimido vermelho fica na terra da diversão e eu mostro o quão fundo o buraco do coelho vai. 
 
Há algumas referências a Alice nos País das Maravilhas no filme, eu acho que esse livro é um livro brilhante, ela chega a um mundo onde há muita loucura, e pessoas que lhe dão coisas e dizem “como isso, bebe aquilo”  tudo a afecta tudo a transforma e nada faz sentido. Nada tem lógica, você apenas têm que o fazer e é isso que nós tentamos fazer no início do filme. 
 
Carrie Anne: O que eu gosto muito sobre a Trinity, é que represento alguém que é realmente muito forte, que tem uma missão real um propósito. 
 
Neo: Você sabe pilotar aquilo?
 
Trinity: Ainda não. 
 
Tank: Oerador:
 
Trinity: Tank preciso dum programa de piloto para um helicóptero p12.
 
Carrie-Anne: Ela é uma guerreira, mas no entanto, acho que ela não perdeu a capacidade de ser uma mulher.
 
 
Hugo Weaving: O agent Smith é um agente da lei, e é basicamente uma máquina imbatível, que desenvolve estas maravilhosas fragilidades humanas.
 
Joe Pantoliano: Cypher era um dos mais fortes discípulos do Morpheus…mas agora estou com dúvidas….
 
Cypher: Ele contou-te porque o fez? Porque está aqui? Jesus!!! Que nó na sua cabeça. Então você está aqui para salvar o mundo.
 
Laurence Fisburne:Falando sobre Larry e Andy, como uma equipe de escritores, gosto tanto deles como dos irmãos Grimm, gosto de imaginar que era assim que os irmãos Grimm eram.
 
Hugo Weaving: Eles trabalham muito bem juntos, você consegue perceber um diálogo que normalmente está só na cabeça dos diretores, são eles falando com eles próprios. Tentando resolver um problema e depois explicam a solução deles a esse problema. Com o Larry e o Andy você consegue ver o diálogo a acontecer. 
 
Trinity: Eles são apenas homens normais, não há aquelas frescuras de Hollywood sabe. Eles são de Chicago, usam calções, bonés de beisebol, eles vêem jogos de basquetebol, eles adoram filmes, eles adora…eles ficam tão entusiasmados, não há nada melhor que fazer uma cena para eles e eles ficarem entusiasmados.
 
Segunda-feira
 
Keanu: Eiii, segunda-feira eu não serei mais um tótó dos computadores…eu serei um super herói
 
Keanu: Eles buscam e encontram a clareza, são muito amáveis, eles são…eles têm um maravilhoso sentido de humor.
 
É muito incomum os diretores terem tanta certeza daquilo que querem. Eles escrevem o roteiro de acordo com o que querem exatamente, eles sabem o ângulo exato de como querem que seja filmado, do que o ator deve falar, como se deve virar, quando deve fazer a pausa na fala para respirar…

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Making of de Matrix [part 2]

Tradução por ISABEL

Keanu: …os irmãos tinham determinadas sequências de luta e eles queriam certos socos e pontapés e flips que queriam ver…vemos alguns enquadramentos no género de Frank Miller, há também alguns ângulos e perspetivas japonesas.

 
Eles contrataram pessoas que conheciam do mundo da banda desenhada que desenharam os cenários fantásticos. 
 
Irmãos Wachowski: Nós queríamos que eles conhecessem a história e depois foi…ok nós sabemos que comprámos algo muito legal mas não sabemos o que é. Eles ajudaram a traduzir o filme, ninguém entendia bem o que era, todas as cenas de ação, todas as suas sequências, e quando mostrámos toda a história às pessoas foi…”Oh Meu Deus”. A escala a que foi feito foi fantástica, você consegue parar o momento, consegue fazer uma imagem que se sustenta. Há algumas cenas de ação que eu acho que se consegue fazer melhor nos livros de bd, mas outras ficam fantásticas em filme. Kung fu fica fantástico em filme.
 
Tank: Vamos ver…é suposto começarmos com estes programas primeiro, mas vamos fazer algo mais divertido..e que tal treino de combate?
Neo: Ju Jitsu?! Eu vou aprender Ju Jitsu?!
 
Ação
 
Carrie-Anne: Demasiado perto…
 
Nós queríamos fazer as cenas de ação de maneira diferente. Uma das coisas que adoramos em Hong Kong, é que eles filmam as cenas de ação em takes longos e ângulos mais amplos. Mas eles também fazem um trabalho mais vasto, em que tudo é muito fluído, em que as pessoas andam pelo ar e dão saltos incríveis, tem tudo um pouco de ballet, e todos são um pouco super humanos, nós queríamos trazer esse mundo para o nosso filme.
 
Não deixe ir tão alto…antes mais por fora…é melhor.
 
Quando me envolvi com este projeto Larry e Andy estavam um pouco frustrados porque o sonho deles era trabalhar com este homem que tinha feito “Fist of Legend” e através de alguns conhecimentos contatámos Yuen-Woo Ping. Woo-Ping domina!! Ele é um dos melhores, adoramos os filmes deles, assistimos há anos os filmes dele.
 
Woo-Ping: Não sei como eles conseguiram o meu número, só sei que eu estava em Pequim fazendo um filme e recebo um telefonema de Hong Kong dizendo que os dois irmãos estavam interessados em falar comigo. Eu respondi que estava muito ocupado, não tinha tempo, mas recebi outra chamada e então li o roteiro e achei que era brilhante. E então decidi que devia fazer isto.
 
Uma das experiências verdadeiramente incríveis deste filme, ao contrário de outros filmes que já fiz é que passámos 3 ou 4 meses treinando com Woo-Ping e a sua equipe de duplos.
 
Eles não são atletas são atores…sabe, quando você quer alguém que pinte a sua casa você contrata um pintor e não um ator que finge ser um pintor. Eles tiveram mesmo que aprender a lutar e um estilo de luta que nunca tinham aprendido. E foi um trabalho árduo, mas torna-se claro no filme que aquele é o Laurence, é a Carrie-Anne e aquele é Keanu naquele filme, fazendo aquelas cenas, e isso é formidável.
 
Laurence Fishburne: Começámos a treinar em Outubro de 97 até Março de 98, e era todos os dias.
 
Hugo Weaving: Era um processo muito envolvente e muito cansativo. Inicialmente pensei que iríamos fazer kung fu por 4 ou 5 semanas, ou algo parecido com isso, mas acabaram sendo meses e meses de treino. 
 
Woo-Ping: O interessante deste desafio é…como nós vamos conseguir que estas pessoas pareçam que sabem realmente estes movimentos, como se tivessem nascido com eles.
 
Carrie-Anne: Cada um de nós tem também o seu professor, o nome do meu é Madai. Ele me ajudou muito no início e foi muito duro comigo ao mesmo tempo…Tzu é o de Keanu, ele não fala inglês, depois temos Dione que é o professor que nos supervisiona a todos e fala melhor inglês que os restantes. É ele que está entre a verdadeira dor e nós.
 
Keanu: Tivemos variados dojos de kung fu em LA e na Austrália, que tentavam separar as nossas pernas e abrir os portões ferrugentos, fazíamos alongamentos víamos filmes de kung fu, víamos os bons filmes e os maus. 
 
Carrie-Anne: Eu realmente não sabia se seria capaz de fazer o que eles me pediam. Todos os dias era presa aos arames levantada no ar, praticava andar no ar, na parede, ter a parede almofadada, andar nessa parede, depois retiraram as almofadas e eu fiquei aterrorizada, não consegui andar na parede esse dia porque tive muito medo.
 
Keanu: É muito inventiva e orgânica a forma como ele trabalha. Você tem que ter o seu estilo…mas também…sabe….e…bom kung fu.

Hugo Weaving: De início nós só observámos porque éramos inúteis no kung fu, mas depois eles foram percebendo, ao fim de algumas semanas, que talvez conseguíssemos alcançar um nível que ficasse a meio caminho. 
 
Laurence Fisburne: Foi muito intenso, foi muito divertido e mais uma vez, é aquele género de filme…que muito raramente surge a oportunidade para fazer algo assim. Eu sinto-me incrivelmente abençoado por ter trabalhado com a equipe de Woo-Ping.
 
Tank: Ok…o que é que precisa?
 
Neo: Armas, um monte de armas.
 
Instrutor de armas: Agora todos peguem na arma com ambas as mãos e coloquem-na à vossa frente. Estão todos com uma posição ótima.
 
Irmãos Wachowski: Mantivemos as armas (ele refere-se a revólveres, pistolas, armas de fogo) no filme…
 
Keanu: As armas são supostas ficar no…o que estamos fazendo? Diretoresssss….
 
Andy Wachowski: Sim!!

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Making of de Matrix [part 3]

Tradução por ISABEL

Os sets do filme tiveram todos origem na visão de Larry e Andy, da história que veio dos quadrinhos que eles fizeram. Eles foram executados pelo designer Owen Paterson e sua equipe.

Owen Paterson: Este filme é recheado de muitos mini detalhes, e tentámos criar um ambiente que na realidade é apensa uma ilusão.

Laurence Fishburne: Esta é a minha nave a Nebuchadnezzar, este é o convés principal.

Tentámos usar tecnologia contemporânea com um toque retro, algo que pareça um pouso diferente da arquétipo da visão que as pessoas têm das naves. Tivemos que fazer muitos desenhos, tentámos promover a ideia da realidade que não é real. Quando você olha parece real, mas há muitas ilusões dentro dessa realidade.

Eu acho que tem algumas das cenas mais bonitas e espetaculares em que já trabalhei. Este estilo e sequência de cenas de ação são algo que nunca se viu antes.

Irmãos Wachowski: Essa das balas é marca registada.Entrem na Gaeta…a força Gaeta. (efeitos especiais)

John Gaeta: Têm que se virar e encarar…120 câmeras…o “tempo” da bala foi algo que foi concebido especialmente para Matrix, mas acho que é produto da absorção da tecnologia pelos diretores, e de fazerem a pergunta certa na altura certa.

…vai passar por coma da sua cabeça…

Eu posso filmar a mesma exata cena de ação inúmeras vezes posso também andar com a cena para a frente ,parar abruptamente a camêra e voltar atrás enquanto a ação continua acontecendo para a frente, posso ter uma construção tridimensional do objecto. Tudo começa com uma simulação e toda a matemática que é preciso fazer para funcionar começa a partir daí para trás. Eles têm umas noções muito específicas dos mundos que estão criando, eles estão muito acima da média em relação ao que querem.

Janek Serrs dos efeitos especiais: Temos que fazer coisas, quebrar as regras que por norma não quebramos, temos que mudar a velocidade, passamos de câmera lenta para toda a velocidade, passamos os limites.

Para conseguir uma coisa que parece muito simples, como fazer voar um helicóptero na frente de um prédio, alvejar uma janela e se atirar dessa janela, no filme parece que é apenas um cenário, mas na realidade foi filmado em dois edifícios diferentes .

Irmãos Wachowski: Tentar perceber como fazer essa cena resultar, nós queríamos que o vidro explodisse numa espécie de circunferência, como fazer isso, que vidro usar, levou provavelmente…3 meses de muita e intensa pesquisa.

Carrie-Anne: Acho que é uma experiência tão rara para um grupo de atores, talvez em teatro, mas no cinema…trabalhar juntos…nós devemos ter trabalhado juntos quase um ano.

Keanu: É uma mistura de coração, alma,  espirito e ação.

Hugo Weaving: Trabalhar num filme com esta magnitude foi como um abrir de olhos para mim, educou-me um pouco e trabalhar num filme com este orçamento e nesta escala foi muito importante.

Eu acredito que este é o primeiro filme do próximo século, do próximo milénio…é monumental, é algo que as pessoas nunca viram antes, é de tirar o fôlego, e acho que muitos filmes tentarão “copiar” esse e o Andy e o Larry vão começar um novo estilo visual, vai ficar muito conhecido e sempre relembrado.

O que é o tempo da bala?

John Gaeta: O tempo da bala é uma forma de estilo de mostrar que se está numa realidade construída e que o tempo e o espaço não os mesmos que o que estamos a viver aqui e agora. É fazer abrandar o tempo para que se possa ver tudo à volta o mais nítido possível.  O “tempo” da bala foi algo que foi concebido especialmente para Matrix, mas acho que é produto da absorção da tecnologia pelos diretores, e de fazerem a pergunta certa na altura certa. Quando alguém pergunta se é possível algo fora do normal e você fica..talvez, talvez. Nós tentamos desenvolver a ideia, pomos as mentes certas trabalhando nisso, muito trabalho pensando como se pode fazer…

Tudo começa com uma simulação, toda a informação da simulação inserida no computador é a base do tempo das sequências, cada câmera tem um momento específico no tempo para gravar um frame de filme, tudo isso é tido em conta, isto é todas as câmeras têm o se tempo e velocidade para gravar, aceleram e desaceleram a gravação. Aqui há 120 câmeras, pode ser feito em qualquer forma necessária, as formas são basicamente como existem nas nossas simulações, pode fazer-se em curvas, em arcos, espirais. A altura das câmeras, para onde estão apontando também pode ser alterado. Ali , no meio daquela caixa há um controle remoto de movimento com um ponteiro laser, que pega num ficheiro de animação que cria os pontos que nos dizem para onde direccionar as câmeras. Nesta filmagem em particular uma vai rodar a 150º outra a 120º, noutras filmagens vai rodar a 360º . Eu posso também escolher qualquer altura do tempo real para fotografar, isto é se eu tenho um homem caindo, eu posso escolher capturar tudo o que está acontecendo ou um momento muito breve e é isso que determina o grau da frame da câmera.

 

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Making of de Matrix [part 4]

 
Tradução por ISABEL
…criando uma simulação com 100 frames p/segundo, 500 frames p/segundo, 2000 frames p/segundo, em toda a cena a câmera move-se à mesma velocidade no tempo, eu posso ir para a frente na ação e para a frente no tempo com o que está acontecendo e depois posso também parar a câmera abruptamente e voltar atrás de novo enquanto a ação continua seguindo em frente. Eu posso filmar ao mesmo tempo de ambos os lados fazendo um cruzamento de filmagens, posso filmar em “ondas”…cículos de filme que se cruzam como ondas no meio.
 
Há muito punho (=trabalho) digital neste caso, nem todas as frames que a câmera captura serão as únicas a ser visualizadas, existe todo um outro processo a que chamamos interpelação que é a criação de frames digitalmente que é o bi produto das frames reais. Isto significa que nós analisamos as frames reais que temos e conseguimos criar novas frames de momentos entre umas e outras, para as tornar mais longas ou fazer compressão para os efeitos especiais. Há muito, mas mesmo muito trabalho nessa forma de arte que é interpelação, e isso precisa de ser dito, porque não é o que você vê que é o resultado final, tem muito trabalho por detrás. São passos muito pequenos para chegar a algo muito maior que será muito mais comum de fazer daqui a um par de anos…há muitas pessoas por esse mundo fora coçando a cabeça para arranjar novas formas de fotografar as coisas. E vai ser mais uma revolução como quando as cameras deixaram de ter um stick e passaram a ter um guindaste e depois passaram a ser fixas*. Estamos a falar de câmeras que agora se podem separar do “sujeito/assunto” que estão a filmar, que são virtuais, é essa a próxima fase, foi isso que os computadores trouxeram.
 
*ele refere-se a um género de um vara que fazia com que a câmera ficasse mais distante do objecto a fotografar/filmar depois passou para um guindaste extensível que permitia aproximar ou afastar a câmera sem a necessidade do  operador de câmera sair do lugar e depois a câmera fixa que têm o zoom in e out mais potente

Fotos dos bastidores de Matrix

Clique nas fotos,para ver em tamanho maior.

6 comentários em “ESPECIAL MATRIX

  1. A melhor trilogia de sempre. Ainda bem que Keanu foi Neo, porque ele foi a única razão por que eu vi Matrix, e ainda bem.

  2. Matrix é um filme maravilhoso, ficou na Historia ñ seria o mesmo sem keanu, eu amo cada cena, é tudo de bom, lindo perfeito, o filme escolhe o Ator e escolheu bem ñ consigo ver outro Ator fasendo Neo e no lugar de keanu.parabens aos Criadores de Matrix!!!
    bjusss,,,

  3. NOSSA EU NÃO GOSTAVA MUITO DE MATRIX MAIS NUNCA TINHA PARADO PARA VER , O DIA QUE PAREI FIQUEI FASCINADA, E LOGO DEPOIS COMECEI A ESTUDAR FILOSOFIA NA FACULDADE NOSSA FIQUEI LOUCA QUANDO A MINHA APOSTILA FALAVA DO FILME IGUALZINHO ESCREVERAM ACIMA, SOBRE SOCRATES, ALEGORIA DA CAVERNA É SIMPLESMENTE FASTÁSTICO ME APAIXONEI POR FILOSOFIA E PUDE OBSERVAR COMO ESSE FILME PODE SER VISTO DE VÁRIAS FORMAS É LINDO DEMAIS!!!!!

  4. Se há uma ciência peliclas ficção que eu gosto é Matrix, agora eu estou vendo películas en HBO Matrix Reloaded poderia aproveitar a minha favorita. Sem dúvida, a próxima em 2016 será incrível.

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